Edtech: quais as principais tendências de inovação no setor?

Por
Tempo de Leitura: 3 minutos

Já falamos em outro momento por aqui sobre como o mercado edtech está aquecido. Esta é uma boa hora para abrir negócios de tecnologia com foco em educação. E a pandemia deu um empurrão que favoreceu o setor.

Nos últimos dois anos, o número de edtechs aumentou em 23%. É o que mostra dados do Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb) e da Associação Brasileira de Startups (Abstartups).

Além disso, este mercado prevê um crescimento CAGR (taxa de crescimento anual composta) em torno de 16% e uma receita superior a US$ 180 bilhões até 2025, segundo dados divulgados pela empresa de pesquisa Markets and Markets.

Tudo isso impulsionado por um alto volume de investimentos no segmento. Prova disso é a edtech UpGrad, com sede em Mumbai. Em apenas uma rodada de investimento série B, a empresa conseguiu US$ 185 milhões. É o que mostra um case publicado no site da CB Insights.

Ficou curioso e quer saber mais sobre como as edtechs estão em sua melhor fase? Então, confira uma entrevista com Milena Oliveira, partner e co-founder da Volpe Capital, gestora de venture capital interessada em edtechs. A especialista contou quais são as principais tendências na área. 

EaD: uma das principais oportunidades das edtechs

Oliveira defende que o setor de educação é um dos que mais necessita de tecnologia. E mesmo que a pandemia tenha transformado digitalmente a área, o Brasil ainda está atrasado em relação a outros países.

Mas, como mudar essa realidade? De acordo com a especialista, para avançar na educação a distância (EaD), principal foco das edtechs, o investimento em infraestrutura é urgente. “Somos um país com pouco investimento em educação. Percebemos, durante a pandemia, o quão carente esse setor é. Apesar disso, hoje já é possível ter acesso a conteúdos de qualidade, com certificação, sem ser presencial. O que é necessário, na mesma medida, é termos uma mudança de mindset para aceitar isso”, ela avaliou.

Ou seja, para ter um avanço tecnológico na educação brasileira, é preciso investir em infraestrutura de acesso, além de mostrar para as pessoas que cursos a distância funcionam (e não se resumem em plataformas de reuniões travadas). É aí que entram as edtechs que, desde já, atuam para mudar essa realidade. 

Além do EaD, outras tendências também estão em alta no cenário das startups com foco em educação, acesse essa matéria se quiser ficar por dentro da ampliação desse mercado.

Principais tendências para as edtech nos próximos anos

Quer conferir as tendências em alta e investir nessas oportunidades para criar negócios rentáveis? Veja a seguir:


Na educação assíncrona, é o usuário quem deve ditar as regras, aprendendo quando e como quiser. (Fonte: Freepik)

1. Educação digital e assíncrona

A educação tem que ser digital e assíncrona, de acordo com Oliveira. Em outras palavras, é o usuário que escolhe quando e como acessar o conteúdo. “Mesmo entre os grupos educacionais tradicionais, ninguém vai para a frente sendo somente offline”, afirmou a especialista.

2. Profissionais hiperespecialistas

Diferente das graduações tradicionais, que levam de quatro a cinco anos para formar um profissional, várias edtechs apostam na hiperespecialização com conteúdos focados em conhecimentos específicos.

“O que antes levava entre três e cinco décadas para mudar, hoje muda em três anos. A nova geração terá profissões diferentes ao longo da vida, portanto, precisará de habilidades diferentes”, avaliou Oliveira.

3. Projetos de aprendizagem e gamificação

Outra tendência é o foco de edtechs em project-based learning ou "projetos de aprendizagem". Basicamente, a ideia aqui é desenvolver soluções para facilitar a forma como a educação acontece. 

Outro recurso que chama a atenção dos usuários, das edtechs e de investidores é a gamificação (alô, amantes de videogames!). Isso porque ela facilita a forma como o aluno aprende, usando recursos bastante aplicados em jogos. Assim, o nível de engajamento aumenta, melhorando a experiência.

4. Realidade aumentada e ambiente virtual em sala de aula

Oliveira também comentou que o uso de realidade aumentada e o ambiente virtual em sala de aula estão em alta. Com os modelos híbridos de ensino, os recursos tecnológicos também serão realidade nas salas de aula presenciais, colocando todos os alunos “na mesma página”.

Melhorar a experiência do usuário no processo de aprendizado deve estar na mira de quem desenvolve tecnologia para a educação. (Fonte: Freepik)

5. Chave do sucesso edtech: melhoria da experiência do usuário

Com tudo cada vez mais acelerado, a dinâmica de ensino também tem que se atualizar com mais rapidez. Mas os especialistas dão uma dica de ouro: para uma edtech mandar bem, é importante ter foco na melhoria da experiência do usuário.

E como isso é possível? Aumentando o engajamento do aluno. Quando a edtech consegue mudar a curva de engajamento, tem mais chances de chamar a atenção dos investidores. 

Conhecendo as preferências do usuário, é possível entender o formato e o conteúdo que funcionam melhor. Assim, a energia e atenção de quem lidera as edtechs focam no que importa.

E você, tem interesse em investir no setor ou já empreende na área? Fique sabendo que o mercado edtech também está na nossa mira. Por isso, sempre que possível, vamos trazer conteúdos atualizados aqui. Assim, você também vai ficar por dentro do que interessa sobre o assunto. Também contamos um pouco mais sobre as principais tendências da área nessa matéria.

Para não perder nenhuma novidade, é só se inscrever em nossa newsletter!

 

Picture of Cubo

Cubo

Somos o Cubo Itaú, uma comunidade que, desde 2015, conecta as melhores soluções para construir grandes cases de inovação para o mercado. Ao lado de nossos idealizadores, Itaú Unibanco e Redpoint eventures, e de um seleto time de startups e corporates, conquistamos o selo de um dos mais relevantes hubs de fomento ao empreendedorismo tecnológico do mundo.

Autor