Como big data pode contribuir com o desenvolvimento de startups?

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A coleta e a análise de dados viraram obsessão de grandes empresas, como Adobe, Danone, Disney, Netflix e Starbucks. Na verdade, essas e outras companhias utilizam big data como base para o direcionamento dos negócios, aplicando a tecnologia para descobrir tendências e fornecer insights sobre oportunidades de mercado.

As startups, por terem um caráter eminentemente tecnológico, também devem surfar nessa onda. Independentemente do tamanho da organização, as informações, quando tratadas de forma adequada, promovem mais eficiência, aceleram a consolidação de ideias, criam estratégias de marketing e até descobrem novos mercados.

Desvendando o big data

A partir da análise de grandes conjuntos de dados, é possível desenvolver estratégias certeiras para as startups. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

O big data pode parecer complicado, mas esse instrumento eficaz está cada vez mais acessível. O conceito se refere a um conjunto enorme de dados, estruturados ou não, que é caracterizado por 5 Vs:

  • volume — a quantidade enorme de dados gerados por redes sociais e dispositivos eletrônicos;
  • variedade — as fontes de dados são variadas, assim como a forma de armazenamento;
  • velocidade — as informações são dinâmicas e surgem a todo momento;
  • veracidade — nem tudo que reluz é ouro, portanto os dados precisam ser verdadeiros para serem úteis;
  • valor — uma informação precisa ter contexto e função para ser valiosa.

Um dos exemplos concretos dessa tecnologia é a plataforma Google Trends, que fornece estatísticas dos termos que estão em maior procura no momento na internet, porém as aplicações são muito mais amplas. Veja a seguir como o big data pode ser útil para a sua startup.

Conhecendo clientes

O big data permite conhecer a fundo o perfil de clientes, identificando padrões de comportamento para desenvolver experiências personalizadas. O marketing digital se apropria muito bem dessa ferramenta para gerar leads e vendas, mas a tecnologia pode ser usada também para criar novos produtos e acompanhar mudanças de mercado.

Startups podem utilizar a ferramenta para conhecer a percepção dos clientes sobre o portfólio de produtos, permitindo desenvolver estratégias para os fidelizar e realizar adaptações. Além disso, é possível prever as ações do consumidor a partir da frequência e do histórico de compras dele, o que é um grande trunfo para iniciativas como marketplaces.

Contratando novos talentos

Além de permitir encontrar clientes, o big data pode ajudar a recrutar talentos para startups. Com a possibilidade do trabalho remoto, é possível buscar profissionais qualificados em qualquer parte do mundo. No entanto, diante do mar gigantesco de possibilidades, a procura pode ser tão difícil quanto achar uma agulha no palheiro.

A análise de dados pode filtrar características básicas dos candidatos, como gênero, localidade, experiência, formação e habilidades específicas, o que permite ampliar o campo de busca sem perder a eficiência. Dessa forma, apenas os profissionais dentro de um perfil desejado são avaliados pela equipe de Recursos Humanos (RH).

Explorando o mercado

Coleta de dados da internet pode ser útil para o negócio, mas deve ser usada com moderação. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Uma série de informações sobre o mercado são públicas e estão disponíveis na internet, basta minerar os dados em um processo chamado de data scraping. Essa coleta de dados, quando bem direcionada, permite visualizar um panorama do mercado e conhecer profundamente os principais players.

Basicamente, a técnica consiste em "Ctrl + c" para copiar e "Ctrl + v" para colar dos dados de forma automatizada por robôs. É importante destacar que existe um limite para a prática e que ela deve ser desempenhada de acordo com as bases estabelecidas pela LGPD. A atividade, em si, não é considerada criminosa, mas pode se tornar ilegal caso a ferramenta engane a segurança de sites para obter dados sigilosos, viole direitos autorais ou desencadeie um tratamento inadequado e/ou não autorizado.

Um mapa de ameaças e oportunidades

Não é só no ambiente externo da startup que a visão proporcionada pelo big data é útil. Olhando para dentro da organização, os dados podem fornecer um cenário preciso dos riscos e das oportunidades de rotinas e de estruturas internas e até fornecer ideias para promover maior colaboração entre as equipes, melhorando a sinergia nos processos.

Essa análise interna é crucial para reduzir custos e otimizar operações, favorecendo maior escalabilidade de produtos e serviços. Assim, a ferramenta pode, inclusive, acelerar o desenvolvimento da solução, contribuindo para alavancar os resultados da startup. Com certeza, algo que todo empreendedor deseja!

Tomada de decisões mais seguras

De forma geral, todo o poder do big data é resumido na oferta de subsídios para tomar decisões assertivas e mais seguras. O grande diferencial é que o conhecimento propiciado por ferramentas de inteligência artificial (IA) e aprendizagem de máquina é impossível de ser alcançado apenas com o cérebro humano.

Algoritmos e outros dispositivos tecnológicos podem fazer o trabalho pesado, liberando os profissionais para que se concentrem na supervisão do negócio e nas ações mais estratégicas, potencializando a capacidade das startups.

Aplicar o big data nas startups

É muito fácil se perder no oceano de dados. Em 2021, foram gerados 350 zettabytes de dados ou 35 trilhões de gigabytes no mundo, segundo estimativa do Social Good Brasil, sendo que a cada 2 anos essa produção dobra. 

Por isso, a primeira tarefa de startups para aproveitar os benefícios do big data é definir o objetivo da análise de dados. A partir daí, é possível escolher as ferramentas que podem colaborar para o processo, bem como os dados que serão coletados e guardados para uma oportunidade futura. 

Com o filtro realizado, a empresa deve fazer uma análise profunda das informações disponíveis para encontrar diagnósticos e insights. A colaboração de um cientista de dados nesse processo pode ser fundamental para garantir a eficiência do trabalho, pois esse especialista é treinado para reunir, interpretar e apresentar padrões ocultos relevantes extraídos do big data.

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Fonte: Customer Think, Techtarget, Forbes, Ringcentral, Exame, Institute of Business Education (Ibe), Phdata, Cetax, Datamam, Movileorbit

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