O que é DeFi e qual é o seu impacto no futuro das fintechs?

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Se você ainda não está escutando um burburinho sobre decentralized finance (DeFi) nos corredores do seu negócio, está na hora de juntar a equipe e montar um grupo de trabalho com foco em entender o termo queridinho do momento.

Pode parecer um nome usado em filmes de ficção científica, mas se trata de uma tradução simples: finanças descentralizadas. A dinâmica busca consolidar uma economia digital descentralizada e inovadora para a relação de clientes com serviços financeiros.

Vem mergulhar de cabeça nesse universo com o Cubo enquanto desvendamos qual é o impacto do DeFi para as fintechs.

DeFi é aposta para descentralizar banco de dados financeiros

Dizem que querer não é poder, mas quando o assunto é tecnologia e inovação, o desejo de muitas pessoas pode ser transformado em realidade. É o caso do DeFi, sistema financeiro que possibilita a contratação e a realização de serviços e produtos financeiros sem intermediários.

Fazer transferências ou pedir empréstimos sem os trâmites bancos ou instituições financeiras são algumas das possibilidades desse sistema, que promete revolucionar o setor de finanças em todo o mundo.

Transações realizadas por protocolos DeFi são viabilizadas pela tecnologia blockchain. (Fonte: Morthy Jameson/Unsplash/Reprodução)

Aliás, é uma revolução em andamento, uma vez que o sistema foi avaliado em mais de 200 bilhões de dólares apenas no início de 2022, de acordo com o DeFiLlama, site que fornece dados no segmento.

Sistema utiliza tecnologia blockchain, a mesma das criptomoedas

Nós sabemos: você deve estar cansado de ouvir falar em criptomoedas ou está cada vez mais imerso nesse universo. Mas, calma lá. O que você precisa saber é: a tecnologia blockchain é que permite o uso de protocolos DeFi para que se possa realizar operações sem intermédio de bancos.

O blockchain funciona em blocos de informações agrupadas de forma criptografada. Essa tecnologia ajuda a evitar fraudes, é capaz de rastrear a moeda desde a sua criação e elimina o controle dos dados por uma única entidade.

Portanto, ao usar o sistema de finanças descentralizadas, esses blocos de informações são criados e criptografados, tornando as transações mais seguras. Além disso, a operação é feita por contratos inteligentes e automatizados, os quais qualquer pessoa conectada à internet pode acessar e contratar.

 

Um dos principais atrativos do DeFi é a negociação direta, realizada sem intermediários. (Fonte: Pexels/Reprodução)

Dessa forma, diferentes pessoas, como investidores e compradores, conseguem se conectar e interagir diretamente entre si para: 

  • realizar serviços financeiros usando carteiras cripto;
  • transferir valores para qualquer lugar do mundo;
  • executar pagamentos de fluxo contínuo;
  • acessar moedas estáveis e voláteis;
  • criar campanhas de crowdfunding;
  • fazer e gerir empréstimos;
  • comprar seguros.

Como esse é um universo em expansão, suas possibilidades ainda podem ser ampliadas conforme a criação de novos aplicativos descentralizados (dApps) para facilitar a troca, o empréstimo e a negociação direta.

Apesar de focar em segurança, é preciso cautela

É aquela velha história: novas tecnologias, novos mecanismos de golpes, principalmente quando os alvos são pessoas com pouca familiaridade no sistema e com muita vontade de realizar investimentos por ele.

Por isso, fique atento a esses cinco potenciais riscos:

  1. regulação — como ainda não há uma instituição reguladora do sistema, os usuários não estão respaldados;
  2. ataques cibernéticos — visando invadir aplicações por falhas ou bugs em códigos;
  3. golpes — os contratos inteligentes podem se tornar vulneráveis, sendo importante contratar uma empresa de auditoria de códigos para garantir a segurança deles;
  4. investimentos voláteis — podendo sofrer altas ou quedas bruscas, o que configura um investimento de alto risco;
  5. nível de complexidade do sistema — usuários não familiarizados com temáticas como DeFi e criptomoedas podem acabar investindo em locais errados por não saberem se comportar dentro dessa lógica.

Fintechs têm a oportunidade de entrar na onda DeFi

A conectividade aponta para caminhos que vão além dos modelos bancários convencionais, possibilitando a criação de novos mercados, promessa do DeFi para o setor financeiro.

Fintechs que encararem o movimento como algo passageiro correm o risco de se tornarem obsoletas dentro de um mercado em constante expansão.

Por isso, é preciso que as startups financeiras estejam de olho no DeFi e nas possibilidades de aderirem ao sistema. Mais do que criar soluções para esse universo, o foco das fintechs deve estar em:

  • compreender como aderir ao movimento;
  • estudar formas de viabilizar o acesso a usuários;
  • adaptar interfaces para integrar o sistema descentralizado;
  • cooperar com sistemas tradicionais e políticos interessados, bem como instituições regulatórias para construir um setor forte, impulsionando as finanças para a descentralização.

Colaboração entre setores tradicional e tecnológico é a chave para aprimorar o sistema DeFi. (Fonte: Pexels/Reprodução)

A educação para indivíduos ainda não familiarizados com o sistema é um dos principais pontos a se ficar de olho, ainda mais para as fintechs, que buscam priorizar a experiência do usuário.

A grande sacada é usar soluções existentes para viabilizar o acesso e integrar novas aplicações. Portanto, para assegurar espaço no futuro, as fintechs devem agir de forma rápida e estratégica e buscar desenvolver abordagens que façam sentido mesmo frente a possíveis mudanças do sistema DeFi.

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Fonte: Nasdaq, KiwiTech, ZDNET, UPTECH, InfoMoney, Capital Aberto, The Block



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