Digibee promove integração de sistemas de empresas via SaaS

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A Digibee é um case no segmento de Software as a Service (SaaS). Este é um nicho de mercado que chama a atenção por seu papel importante no processo de digitalização dos negócios em prol, sobretudo, de melhorias na jornada do cliente. O tópico foi, inclusive, tema de um artigo publicado na MIT Technology Review.

A plataforma da Digibee cria uma camada digital para conectar vários sistemas e integrar dados valiosos para os negócios. Dessa forma, fluxos de dados são criados de maneira mais ágil e, com tudo fluindo, é possível analisar cenários e criar novos produtos e serviços. 

Atualmente, a startup tem mais de 200 clientes corporativos, entre eles grandes nomes, como Porto Seguro, Dasa, Grupo Fleury, Makro, Carrefour, Accenture, e muitos outros (popular que fala, né?). Além do Brasil, tem escritórios nos Estados Unidos e 120 funcionários trabalhando remotamente. De 2019 para 2020, a empresa cresceu três vezes mais o negócio, com a expectativa de finalizar 2021 aumentando esse número para quatro.

Se você lidera uma empresa e quer saber mais sobre como promover a digitalização dos negócios, acompanhe a conversa que tivemos com Rodrigo Bernardinelli, cofundador e CEO da Digibee. O empresário mostra que, com trabalho árduo e apoio de iniciativas como o Cubo, é possível chegar longe.

Do campo para a cidade: Digibee pivotou proposta inicial para alcançar grandes players

Os sócios-fundadores já tinham uma trajetória de longa data em multinacionais, mas decidiram empreender ajudando um grupo de fazendeiros para “quebrar” o mercado da produção de orgânicos no Brasil. A ideia era vender os produtos sem intermediários, saindo dos produtores e indo diretamente para os consumidores.

Era 2017, Rodrigo e os cofundadores Peter Kreslins, CTO, e Vitor Sousa, COO, decidiram abraçar o projeto para fazer algo diferente do que havia até então no mercado. 

A ideia era desenvolver uma plataforma digital e colocá-la no ar rapidamente. Mas, antes disso, voltaram seus olhares ao mercado, para estudar as aplicações que já existiam: e-commerce; sistema para controlar produtos; automação de marketing; plataforma de meios de pagamento e prevenção de fraude; entre outras.

Foi aí que encontraram uma dor: cada uma dessas tecnologias conversam de uma maneira diferente. “É uma verdadeira torre de Babel, com linguagens distintas”, afirma Bernardinelli. Para dar sustentação ao que tinham em mente como negócio, era preciso encontrar um meio de campo para realizar as conexões. 

Desenvolveram, então, uma arquitetura robusta para integrar vários sistemas em um só lugar. Além disso, lançaram um aplicativo de e-commerce. A startup se tornou uma “mini Amazon”, nas palavras do empresário, com processos totalmente automatizados.


Criar relacionamentos em ecossistemas de startups, como é o caso do Cubo, é fator importante para o crescimento do negócio.(Fonte: Freepik)

Participar do Cubo foi importante para o crescimento da empresa

No mesmo ano, os sócios entraram em contato com o Cubo e perceberam nele o que precisavam para melhorar, ainda mais, sua tecnologia. Em 2018 participaram do processo seletivo e foram aprovados. “O Cubo foi muito importante para o desenvolvimento e crescimento da empresa. Nos ajudou demais a conquistar mais clientes. É um ambiente empreendedor que gerou mais da metade dos negócios da Digibee”, detalha o CEO. 

Lá entenderam que precisavam focar em uma proposta de valor que aumentasse as chances da startup de arrasar no mercado. “Decidimos focar na plataforma de integração, que era muito boa”, lembra o empresário. Em 2019, ganharam ainda mais clientes. “Eles vinham ao Cubo e nos ouviam. Não precisávamos visitar. Isso foi fundamental para criar relacionamentos que pagam a conta até hoje, além de gerar negócios.”

Internacionalização acelerou crescimento da startup

Com as mentorias recebidas, os fundadores da Digibee criaram uma proposta babadeira: fazer a integração de sistemas de forma rápida, eficiente e barata no todo, sem abrir mão da segurança e escalabilidade. 

E para que tudo isso fosse possível, foi fundamental ir atrás da bufunfa: conseguiram US$ 6 milhões com fundo de investidores internacionais e com players nacionais. O recurso ajudou a startup a, literalmente, mudar de lugar: abriu escritórios em Nova York, Denver e Miami, todos nos EUA.

Desafios de crescimento: adequação da narrativa e busca por talentos

A plataforma foi desenvolvida pensando no mercado global, já que o problema de integração de sistemas existe em qualquer lugar. E para bater de frente (sem tiro, porrada, e bomba) com outras empresas que desenvolvem softwares semelhantes, a internacionalização foi necessária. 

Para isso, tiveram que adequar sua posição no mercado e a forma como operavam. Mudaram a abordagem, passaram a conhecer a cultura local, os produtos e as formas de implementação. “Por mais que seja um único produto, a forma que eu ofereço no Brasil é diferente. Temos que calibrar a narrativa. Ela é global, mas de acordo com a cultura de cada país para dar o go-to-market correto”, explicou.

Encontrar talentos também foi outro desafio enfrentado para fazer a Digibee crescer internacionalmente. Buscar pessoas no país de atuação com expertise para tocar as vendas e inglês nativo foi essencial.

Pandemia acelerou digitalização das indústrias

Com a pandemia, a transformação digital foi a todo vapor. Houve um crescimento de plataformas digitais do varejo, impulsionado por novos hábitos de consumo das pessoas, que passaram a comprar mais online - e a fatura do cartão de crédito que lute.

Empresas criaram seus próprios marketplaces para oferecer aos clientes melhores ofertas, formas de pagar ou benefícios. Tudo isso somado ao omnichannel, para melhorar a experiência do usuário. “Estamos conectados com grandes e-commerce brasileiros. Ganhamos uma tração com os grandes clientes que temos no Brasil e no mundo”, conta Bernardinelli. Só para ter uma ideia da grandeza da Digibee, dos dez maiores varejistas brasileiros, a startup atende seis deles. 

Apesar dos avanços, o empresário é enfático em relação ao aspecto negativo do momento atual. “Não podemos celebrar nada com a pandemia. Não dá para celebrar em cima de uma tragédia humanitária." 


Usar metodologias, como é o caso do Agile, facilita as operações e o trabalho de todos em uma startup. (Fonte: Freepik)

Perspectivas de futuro para a Digibee

Atualmente, a Digibee está prestes a receber uma nova rodada de investimentos que vai bancar sua operação nos EUA. Somado a isso, outros fatores vão ajudar no crescimento da startup, como o uso da metodologia ágil e parcerias fortes com players de mercado que vão prepará-los para o retorno ao novo normal.

Com um roadmap claro dos negócios que vai sustentar seu crescimento e atraindo novos talentos, o empresário afirma que a startup foi criada para durar: “temos a visão de que a nossa plataforma não será só de integração de sistemas, mas uma rede de conexão de dados B2B entre grandes empresas. Isso pode influenciar nosso modelo de negócio futuro.”

Dicas de sucesso para empreendedores

Se você ficou impressionado com o case da Digibee e quer o mesmo para o seu negócio, fique de olho nas dicas a seguir dadas pelo empresário:

  • Esteja em contato com boas pessoas.
  • Tenha humildade para ouvir e mudar.
  • Execute: não perca tempo com o plano perfeito.
  • Trabalhe de forma árdua: não se deixe levar pelo glamour das startups.

Para resumir, o empresário afirma que ter sorte também ajuda, mas ela só vem com trabalho duro. “Ideia sem execução não adianta”, finaliza.

Viu como levar uma empresa longe em pouco tempo é possível? Para receber mais dicas como essa e conhecer outros cases de sucesso, fique de olho no nosso blog e confira as novidades! E se ficou com gostinho de quero mais, acesse essa matéria que contamos sobre outro case que vale a pena conferir.

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